Meu nome é Caio F.
Moro no segundo andar, mas nunca encontrei você na escada.
Preciso de alguém, e é tão urgente o que digo. Perdoem excessivas, obscenas carências, pieguices, subjetivismos, mas preciso tanto e tanto. Perdoem a bandeira desfraldada, mas é assim que as coisas são-estão dentro-fora de mim: secas. Tão só nesta hora tardia - eu, patético detrito pós-moderno com resquícios de Werther e farrapos de versos de Jim Morrison, Abaporu heavy-metal -, só sei falar dessas ausências que ressecam as palmas das mãos de carícias não dadas.
(Fonte: eles-e-eu)
(Fonte: j-a-r-d-i-n-e-i-r-a, via sonh0sde-inverno)
Os dias se interrompiam quando ele ia embora. Recomeçavam apenas no mesmo segundo em que tornava a chegar.
Não sei quanto tempo durou. Só comecei a contar os dias a partir daquele dia em que ele não veio mais.